Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 10/07/2017
É consenso, em meio às comunidades sócio-políticas atuais, a precariedade do sistema educacional brasileiro. No entanto, a evasão escolar tem ocorrido por problemas que atravessam os muros da escola, como a falta de interesse do aluno, a necessidade de entrar no mercado de trabalho e a gravidez precoce.
Diante de escolas sucateadas e que sofrem com a precariedade de investimentos, em que muitas vezes carece de carteiras, merendas, transporte e até professores, torna-se compreensível a falta de interesse da criança em permanecer no ambiente escolar. Contudo, fatores pedagógicos têm contribuído para que os alunos deixem de frequentar o colégio, como o baixo desempenho acadêmico e a falta de estímulos e inovação por parte da instituição escolar.
Além disso, a evasão escolar tende a ocorrer pela necessidade do jovem, geralmente negro e pobre, optar por entrar no mercado de trabalho para ajudar no sustento da família. Contudo, segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, ou seja, caso o adolescente não volte a estudar, terá alta probabilidade de inserção precária no mercado de trabalho.
Ainda mais, a realidade das comunidades brasileiras, onde a cor negra e a classe pobre prevalece, meninas, muitas ainda crianças, começam a vida sexual cedo e, sem a devida orientação, engravidam, o que as faz colocar a escola em segundo plano, tornando o futuro incerto e precário.
Medidas são necessárias, portanto, para a solução do impasse. É necessário que as instituições escolares acompanhem, por meio da área pedagógica, os alunos com mais proximidade, encaminhando-se nas residências das crianças e jovens que tem obtido baixo rendimento ou já tenham evadido do colégio, realizando um esforço para fazê-lo retornar para a escola. É vital a realização de palestras e pequenas campanhas municipais em áreas de baixa renda levando informações e, dessa forma, aproximando-se do aluno e seus responsáveis para reverter esse quadro.