Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 10/07/2017
A Constituição Federal de 1988, assegura o direito à educação e o Plano Plurianual fixa o percentual a ser gasto e ainda, direciona as metas e políticas públicas para que esta competência esteja acessível em todo território nacional. No entanto, dados apontam que a evasão escolar ainda é uma crescente alarmante e que a população carente apresenta domínio e vulnerabilidade, em tais estatísticas.
A defasagem é um reflexo da desigualdade socioeconômico, cultural e histórica. Pode-se correlacionar que crianças e jovens que se ausentam do âmbito escolar, o fazem como forma de subsídio do sustento familiar. A fome,a miséria e o abandono do Estado permeiam e corroboram para a inversão de papéis que estes alunos desempenham.
É notório afirmar ainda que o extravio de verbas públicas, realidade existencial nacional, contribui e acarreta em escolas precárias, com infraestrutura deficiente, ausência de profissionais e provimento alimentício. Isto é somado com a dificuldade no acesso e transporte para locomoção dos estudantes. Certamente condições como estas, não representam atrativos para permanência no meio escolar.
Enumera-se ainda a questão da dificuldade e desempenho de aprendizado, que muitas vezes concede rótulos aos jovens, que são submetidos ao constrangimento e vinculam isto a um fracasso pessoal e não público. O conhecimento e a motivação do aluno estão condicionados em seu meio social.Neste caso o apoio da escola e familiar podem contribuir para a mudança que a realidade social e econômica os tornou distintos.
Deste modo, é de extrema importância o discurso frequente entre pais, escola e Estado. Para ampliar e influenciar o processo de aprendizagem e frequência, é considerável incentivar o desenvolvimento das habilidades dos alunos, para poder-se atingir e alcançar suas percepções individuais de capacidade.