Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 10/07/2017
O ser humano é o centro do processo educacional. A educação faz parte de cada indivíduo e está em todos os lugares. No entanto, o local criado para ser o foco principal da disseminação do saber, as escolas, encontram-se cada vez mais abandonadas por estudantes. A participação efetiva dos mesmos nas escolas é necessária para o desenvolvimento pessoal de cada um e para que isso ocorra medidas deverão ser tomadas para sanar os problemas que assolam o solo brasileiro.
As escolas, assim como a sociedade, está passando por processos de transformação e, como proposta de melhoria, elas têm investido em ações que visam o desenvolvimento integral do indivíduo. Dessa forma, é necessário instrumentalizar os alunos para que estes possam ser protagonistas do seu próprio desenvolvimento. Todavia, nem todos os estudantes brasileiros possuem as mesmas condições de vida e, alguns, necessitam abandonar a escola quando pequenos. No Brasil, é lei crianças de 6 a 14 anos frequentarem a escola e se isso realmente estivesse ocorrendo, as condições e a vida dos mesmos estaria diferente. Tudo isso faz referência ao período literário naturalismo determinista que define que o meio influencia quem a pessoa se tornará. Afinal, a educação deve se basear nas mais diversas realidades apresentadas nos municípios brasileiros, pois humanizar a educação traz resultados fantásticos.
A taxa de evasão escolar do Brasil é a terceira maior do mundo, a qual é caracterizada pelo abandono da escola por parte do aluno. A evasão ocorre pelas mais variadas causas, como, por exemplo: o ingresso no mundo do trabalho, gravidez na adolescência, envolvimento no crime, doenças e até mesmo a dificuldade por parte dos jovens devido à baixa qualidade de ensino.O estudo Aprendizagem em Foco mostra que quanto maior for a renda, mais os estudantes avançam no estudo. Com isso, é perceptível que o problema assola principalmente jovens de famílias negras ou de baixa renda no Brasil, trazendo alto risco social para o país, pois se estes não voltarem a estudar, terão probabilidade de inserção precária no mercado de trabalho, além de não terem tido seu direito à educação básica assegurado. Por fim, Aloízio Mercadante, ministro da Educação, afirmou que se todos os jovens estivessem na escola, o Brasil teria menos problemas de violência.
Segundo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Por conseguinte, as escolas e os gestores devem criar projetos intitulados “Colhendo o Amanhã” para estarem mais presentes na vida dos jovens, questionando-os e acompanhando-os diariamente tanto nas notas das provas quanto na vida em casa. Já o governo e as mídias, produzirão outdoors e propagandas na TV mostrando a importância da educação na vida dos jovens, fazendo-os protagonistas do amanhã.