Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 12/07/2021

Segundo a lei da Inércia, de Newton, “a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele”. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição, a respeito da evasão escolar na realidade brasileira, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da base educacional deficitária, bem como a negligência do governo.

Sob essa perspectiva, pode-se apontar como empecilho a má influência escolar. De acordo com o filósofo Kant, “o ser humano é resultado da educação que teve”. Consoante a isso, se há um problema social, tem como base uma lacuna educativa. Desse modo, no que tange a saída dos jovens da escola, é notável a ação desse efeito, uma vez que, as instituições de ensino não motivam os alunos a continuarem, e também não cumprem com o papel de investir mediante o possível, para que todos tenham acesso ao ensino. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Outrossim, outro ponto relevante nessa temática, é a imprudência governamental. Conforme o pensador grego Aristóteles, “a política tem como função preservar a igualdade entre as pessoas de uma sociedade”. Entretanto, no Brasil, a problemática não encontra suporte necessário, visto que, não são tomadas ações para combater a desigualdade financeira, o que resulta na desistência de estudantes para trabalhar por necessidade extrema. Nesse sentido, é notório como a população mais pobre tem menos acessibilidade e sofre descaso por parte das autoridades.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, o Ministério da Educação deve, por meio de parcerias com empresas, promover cursos de como abordar temas sociais em sala de aula. Esses materiais devem ser online e gratuitos, afim de que os educadores consigam discutir questões como os desafios para se manter estudando no cotidiano. Ademais, as famílias juntamente com a liderança dos bairros exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamações coletivas, com destino para a prefeitura, com finalidade da garantia de seus benefícios. Assim, a sociedade poderá sair da situação de Inércia, e mover-se para um caminho melhor.