Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 17/07/2021
Segundo Jean Piaget, cientista suíço dizia - “Os fenomênos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mental em seus meios’’ - isto é, a experiência humana é um todo biopsicossocial, não pode ser dividido ou reduzido nenhuma delas. Essa visão, embora correta, não é efetivada no contexto educacional brasileiro visto que a evasão escolar no cenário nacional seja um fator predominante. Isso ocorre por diversos coeficientes que avastam o indivíduo da rotina escolar como questão econômica familiar e consequentemente o trabalho precoce em que a criança e o adolescente precisam trabalhar para contribuir com a renda familiar. Assim cabe análise acerca das causas e consequências e possível solução para a problemática.
Mormente, é importante ressaltar os fatores que possibilitam o aumento da evasão escolar no Brasil.De acordo com a revista IstoÉ, 52% dos estudantes entre 13 a 18 anos param de estudar devido à situação precária familiar,após a perda de vínculo empregatício dos pais ou responsável pelo sustento da familía, a falta de rescursos para a sobrevivência é afetado de forma abrupta e esses futuros cidadãos são inseridos de qualquer forma, no mercado de trabalho, devido à falta de renda. Nessa perspectiva, não é novidade para os educadores sendo que esse entrave seja um dos maiores desafios a ser enfrentado por eles, gerando perda de futuros potencias, para empregos mal remunerados devido a individualização social.
Ademais outro fator a salientar é a falta de estrutura psicológica em frente à situação de trabalho precoce ,gerando atrasos cognitivos e danosos ao longa da vida. No Brasil, de acordo com a Emenda Constitucional/2009, a educação é obrigatória dos 4 aos 17 anos de idade em contrapartida a Pesquisa Nacional de Amostra de domicílios - PNAD -há em torno de 3 milhões de crianças e adolecentes entre 5 a 17 anos trabalhando em todo o território nacional. Tanto meninas quanto meninos submetidos à situação de ofício têm seus direitos negligenciados, como direito à educação, à saúde e ao lazer.
Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Cabe aos Ministérios da Educação e Economia,mas também, a vara da família e criança lançar politicas públicas para o amparo social, psicológico e biológico desse ser e familiar em situação de desemprego, amparo e reinserção no mercado de trabalho dos pais ou responsáveis e acompanhamento profissional de assistentes sociais e professor em sala de aula para o aluno em questão. Como o cientista Piaget diz, não devemos dividir o indivíduo em partes e nem reduzi-los perante as dificuldades, mas ajudá-lo no processo da criação de ser uma pessoa completa de conhecimento e oportunidades, apesar das adversidades.