Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/07/2021

A evasão escolar é algo comum na sociedade desde a época da Primeira Revolução Industrial, cujo o baixo limitava o público mais jovem a ajudar os pais na sua jornada de trabalho para o complemento da renda. Assim, mesmo após muitas evoluções sociais, tanto na mentalidade da população quanto na legislação, a evasão escolar ainda tem uma forte manutenção, e isso se deve a dois principais motivos: à dificuldade das pessoas com transtornos de se inserirem na rígida rotina escolar e às condições comuns que dificultam a democratização da educação.

Em primeiro plano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, pessoas portadoras de transtornos como depressão, ansiedade e TDAH, possuem um desempenho escolar reduzido. Assim, essas pessoas acabam se sentindo deslocadas, o que corrobora com casos de evasão escolar, uma vez que essa parcela de estudantes se sente desmotivado e não vê futuro nos estudos.

Além disso, é rotineiro a presença de fatores dificultadores para a deixar a educação homogênea entre o país, sendo um dos mais graves o trabalho infantil, o qual é proibido na constituição. Dessa forma, regiões como o Nordeste, onde, segundo o IBGE, há o maior índice desse fenômeno, apresentam uma maior porcentagem de evasão escolar, o que torna nítido a forte relação entre as estatísticas.

Portanto, visto os fatos apresentados, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde, deve reforçar o combate do trabalho infantil por meio da contratação de mais fiscais de seguranças, que trabalharão principalmente em pontos que concentram tais práticas, assim maximizando a eficiência de fiscalização. Dessa forma, será possível tornar a educação mais democratizada.