Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/07/2021

De acordo com a Constituição federal de 1988: a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação. No entanto, essa normativa não está de acordo com a realidade, já que a evasão escolar é frequente no país, a qual ocorre devido ao baixo poder econômico dos jovens, que optam pelo trabalho em detrimento dos estudos, dificultando, assim, o progresso social.

Cabe evidenciar, a princípio, que segundo o intelectual Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Essa frase fundamenta a importância do ensino em promover mudanças no corpo social, principalmente para os indivíduos desfavorecidos socioeconomicamente, visto que no sistema capitalista, vigente no país, uma das poucas possibilidades de molhorar a condição de vida da população é por intermédio da formação educacional. Entretanto, a evasão escolar inviabiliza as transformações sociais, uma vez que dificulta a qualificação da mão de obra e, consequentemente, a inserção no mercado de trabalho em cargos com alta remuneração.

Embora se prove indispensável o combate contra a evasão escolar, essa ação enfrenta grande desafio decorrente do baixo poder aquisitivo desses estudantes, pois conforme os dados do IBGE: 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos estão fora da escola, e uma das principais causas são o trabalho. Isso acontece, muitas vezes, em razão da necessidade, desses indivíduos, em contribuir com o orçamento familiar, que, por exercerem ocupações laborais, acabam usufruindo de um tempo limitado para as atividades escolares. Desso modo, é indubitável que medidas são necessárias para contornar o impasse.

Logo, cabe ao Ministério da Educação intervir na saída de estudantes das escolas, por meio da criação de um programa de bolsa monitaria que irá fornecer 400 reais por mês a esses indivíduos. As bolsas serão destinadas para jovens que irão auxiliar no aprendizado de outros alunos, sendo que esse momento de troca de conhecimento será realizado em um horário diferente das aulas regulares. Além disso, para participar desse programa os adolescentes deverão possuir médias altas e frequência regular. Com isso, essas pessoas poderão continuar nas instituições de ensino, dado que terão uma renda extra para contribuir com as despesas de seus lares.