Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/07/2021
O aumento na porcentagem de alunos do ensino médio, de 14% nos anos de 2004 à 2014 segundo o IBGE, trás grande esperança no possível aumento da escolaridade da população brasileira. Entretanto, não é possível se contentar com a desistência de mais de 1,3 milhões de jovens nessa etapa. As consequências da evasão escolar são muito prejudiciais para o futuro dos adolescentes, fazendo com que essa parcela da população fique mais vulneráveis a viver em ambientes ostís, sendo vítimas da criminalidade, tendo baixos salários, gravidez precoce e, consequentemente, menos chances de acesso ao um curso superior.
A gravidez precoce é um dos motivos para a evasão escolar em jovens, principalmente negras e periféricas. Cerca de 33% das meninas que não voltam a escola, entre 15 à 17 anos, já são mães nessa idade. Essa condição reproduz um efeito cascata, ja que a educação é o principal alicerce para mundaças na qualidade de vida, dando mais oportunidades de crescimento profissional. Em consequêcia da profissionalização, é possível ter uma saúde mais adequada, menos acesso a criminalidade e proporcionando, assim, os mesmos efeitos para a vida de seus futuros filhos.
Somado a isso, com a chegada de um filho, as jovens desistem da escola, muitas vezes, por não ter um suporte familiar para acompanhá-las no desafio de continuar a estudar durante e após a gravidez. Além disso, as escolas não tem suporte para atender os filhos dessas alunas.
Por tanto, a gravidez na adolescência é um dos motivos da evasão escolar, sendo uma grande barreira para as jovens continuarem seus estudos. Para incentivar essas meninas, é necessário a criação de medidas socioeducativas na prevenção da gravidez como a educação sexual nas escolas e uma assistência social como crêches para mães adolescentes dentro das escolas públicas.