Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 07/10/2021

A obra “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, representa uma figura espantada diante de algo que lhe parece remeter à insegurança. Apesar de metafórico, nota-se que, no Brasil vigente, a reação do personagem pode ser aplicado à evasão escolar, já que é assobroso a sociedade não reconhecer a seriedade de tal problemática. À frente disso, aspectos como a desigualdade social, bem como a má gestão escolar, colaboram para o tema.

Em primeiro plano, é de grande importância pontuar que o problema deriva das desigualdades presente na nação. Nesse sentido, isso se deve ao fato de muitos jovens brasileiros abadonarem a escola com intuito de trabalhar. Prova disso é o Coeficiente de Gini, medida que classifca o grau de disparidade de um país, em que mostra o Brasil entre os dez primeiros países mais desiguais do mundo. Diante disso, fica nítido que a diferença social interfere diretamente na evasão escolar.

Do mesmo modo, verifica-se a gestão inadequada das escolas como promotora da questão. Conforme o economista William Arthur Lewis, “a educação nunca foi uma despesa, sempre foi um investimento com retorno garantido”. Nessa sentido, pode-se observar que a escola, como agente propagador do conhecimento, em vez de promover ações que aumente o interesse dos alunos, usam metodologia que supervalorizam o produto da aprendizagem, porém esquecem do processo. Sendo assim, é imprescindível a reformulação da gestão escolar.

Em suma, medidas são necessárias para amenizar a problemática. Assim as escolas, em parceria com os familiares, por meio da reavaliação da metodologia e assistência ao estudante, deve promover uma ouvidoria do corpo estudantil em busca de novas abordagens que coloque o aluno como protagonista, além de acompanhar a frequência nas aulas, comunicando os familiares para entender a ausência e procurar a assintência social do município quando preciso. Desse modo, a finalidade dessa ação é estar mais presente na vida dos estudantes, professores e familiares, garantindo o progresso do ensino e diminuindo a evasão escolar.