Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/08/2021

Conforme o Existencialismo, doutrina filosófica surgiu na França, em meados do século XX, o homem está condenado a ser livre. Para isso, compete-lhe agir de modo responsável na escolha de suas ações no espaço no qual se insere. Porém, no Brasil, infelizmente, ainda há desafios para se combater a evasão escolar - o que evidencia carência de engajamento governamental para a manutenção do bem-estar social.

É inegável que as autoridades brasileiras já desenvolvem ações para que a nação viva dignamente no que se refere à evasão escolar. Nessa perspectiva, menciona-se, por exemplo, o Ministério da Educação que já vem reconhecendo os alunos que não estudam, cujo objetivo é fazer com que os estudantes se matriculem nas escolas. Isso, de certa forma, demonstra que, mesmo a passos lentos, há intenção dos governantes em cumprir com os direitos inerentes ao homem previstos pela própria Constituição da República Federativa do Brasil de 1.988.

Entretanto, medida como essa, por si não é suficientemente capaz de atenuar os problemas advindos da evasão escolar, em solo brasileiro, pois observa-se diariamente jovens deixando seus estudos, para trabalharem ou que tem baixa renda. De acordo com os estudos realizados pelo Instituto Unibanco, que utilizou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, IBGE, 1,3 milhões de adolescentes não concluem os estudos, e cerca de 52% nem sequer terminam o ensino fundamental. Isso decorre da desigualdade ainda existente na sociedade, o que oportuniza o analfabetismo, e consequentemente o aumento da exclusão. Tal realidade está internamente relacionada com o precário sistema educacional ora ofertado ao maior contingente populacional do Brasil, inapto a formar para a conquista da plena cidadania. O fato é que, enquanto o estado não moldar o sistema educacional básico em responsabilidade social, não se conquistará verdadeiramente uma nação ética e igualitária.

Depreende-se, portanto, que há necessidade de maiores investimentos na Educação Básica, previsto pela Lei de Diretrizes e Bases, LDB, número 9.394/96. Para isso, é prudente que o Estado, através do Ministério da Educação, não só contemple, desde a Educação infantil, aulas de Formação Cidadã e igualdade social, mas também promova palestras sobre danos sociais oriundos a evasão escolar, além de, em parceria com as prefeituras das cidades, desenvolvam campanhas com a finalidade de mostrar a importância de concluir os estudos, e, por consequência, será reduzido a evasão escolar no Brasil.