Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/07/2021
A Constituição Federal de 1988, documento judicial mais importante do país, prevê no artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, observa-se a evasão escolar como empecilho para a atuação efetiva do artigo referido. Nesse viés, existe a necessidade de analisar a desigualdade social e a negligência governamental como principais fomentadores do impasse.
Em primeiro plano, é fulcral pontuar que a desigualdade social como promotor do entrave. De acordo com dados do MEC (Ministério da Educação), em conjunto com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicam que há grupos em maior risco, entre eles, jovens de baixa renda, em sua maioria negros, que decidem trocar com frequência os estudos por um trabalho precário ou devido à grávidez precoce. Nessa perspectiva, a desigualdade social presente no Brasil, surge principalmente pela baixa oportunidade de manter-se na escola, já que fatores econômicos são de certa forma vitais no cotidiano da família do estudante, enfim, acaba-se trocando os estudos por trabalhos informais.
Além disso, vale ressaltar que o descuido estatal fere diretamente a formação do indivíduo. Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Dessa forma, o conhecimento escolar torna-se crucial, já que sua ausência inibe a independência intelectual e na escolha de decisões tanto políticas quanto sociais. Logo, medidas governamentais são essenciais para a resolução da problemática
Depreende-se, portanto, a carência de combater esses obstáculos. Para isso, o MEC, em conjunto com a sociedade, deve alterar essa realidade, por meio de campanhas comunitárias e a doação de cestas básicas para famílias carentes, a fim de reduzir os índices de evasão acadêmica e reforçar o término da educação básica. Logo, será possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Constituição Federal de 1988.