Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 31/07/2021
Na série brasileira “segunda chamada”, do diretor Jaci, os professores da escola Barroso Nunes seguem determinados a mostrar a importância de estudar para não se evadir, com o intuito de amenizar o número de alunos que estão fora da escola. Fora da ficção, é possível traçar um paralelo com a realidade, visto que, as escolas brasileiras juntamente com os competentes ali inseridos, também lutam todos os dias para diminuição da evasão escolar, principalmente nas áreas de classes sociais vulneráveis. Em cima disso, vale ressaltar como principais causas dessa realidade a ausência de interesse dos estudantes e o abandono devido ao trabalho.
Primordialmente, urge salientar que a falta de estímulo e encorajamento dos jovens é uma das causas latentes do problema. De acordo com o site Brasil Escola, em 2016, a Fundação Getúlio Vargas apontou por meio de dados que 40,3% dos jovens de 15 a 17 anos tinham abandonado os estudos, tanto pela falta de interesse como pela falta de motivação. Diante de tais fatos apresentados, verifica-se o desprezo dos estudantes perante o estudo, ao qual, visam tal ação como algo desnecessário e inadequado para sua vida. Nesse mesmo contexto, é válido ressaltar também que a escola não cria expectativas a esses jovens. De acordo com o site do G1, cada dez alunos de vinte só frequentam a escola para conseguir um diploma, o que comprova que a escola não está motivando esses jovens a participarem efetivamente nos estudos. Dessa maneira, é necessário que soluções sejam tomadas para resolução de tal problematização.
Além disso, outra causa para a configuração do problema, é o abandono da escola devido ao trabalho. A necessidade de trabalhar é o principal motivo apontado por jovens para abandonar os estudos, de acordo com o Site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Nesse sentido, é notório que os jovens visam o lucro que é exportado do seu trabalho, essencialmente para conseguir se sustentar e ajudar principalmente a sua família, sem pensar no impacto que futuramente terão, pois sem o término estudantil, tão pouco serão valorizados no mercado de trabalho.
Portanto, diante de tais fatos, é necessário que o Ministério da educação, em parceria com o Governo Federal, tenha em mente um projeto que visem a reestruturação do plano educacional, ao qual visem o envolvimento dos alunos, com o intuito de transformar a escola num ambiente mais agradável para os estudantes, assim desenvolvendo um olhar diferente dos jovens sobre a escola. Outrossim, eles devem investir nas escolas efetivamente nos períodos noturnos, período favorável para aqueles que trabalham ao longo do dia, assim, diminuindo o número de jovens que deixam as escolas por conta do trabalho e ajudando a eles a ter um futuro promissor no mercado de trabalhista.