Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/08/2021

Aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte e promulgada em 1988, a Constituição Federal, lei fundamental e suprema do Brasil, prevê em seu artigo 6º, a inviolabilidade do direito à educação. Entretanto, esse direito é subtraído da população nos casos de evasão escolar, que causa consequências dramáticas na sociedade brasileira, já que esses jovens tem suas oportunidades reduzidas pela falta de escolaridade, por causa disso se aprofundam no mundo da miséria e marginalidade, essa é uma triste realidade presente na vida de muitos jovens no Brasil. Perante o exposto, torna-se imperioso atuar para reverter o quadro de evasão escolar no Brasil, que tem como causas a negligência governamental e a falta de investimentos.

Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante do abandono colegial a negligência governamental. Nesse cenário, de acordo com o Hederaldo Montenegro, o Estado deixa de cumprir seu papel fundamental quando não protege seus cidadãos. De fato, o Estado brasileiro tem descumprido seu papel essencial quanto a evasão escolar, uma vez que, segundo o Programa Nacional por Amostra de Domicílios, 50 milhões de pessoas entre 14 e 29 anos não completaram alguma das etapas da educação básica, pela análise dos dados é possível perceber um número bastante expressivo e preocupante, já que grande parte desses jovens não voltarão a estudar, por consequência seu futuro será bem menos promissor e as chances desse indivíduo submeter-se a marginalização é imensa. Diante dessa perspectiva, é impreterível que o Estado se mobilize para reverter esse quadro lastimável, que se enraíza na falta de acolhimento desses indivíduos.

Além disso, é substancial ressaltar que a pobreza é um fator que influência fortemente na evasão escolar. Nessa conjuntura, para Daniel Goleman, “o caminho para sair da pobreza é a educação”. Na prática, é possível constatar que países mais desenvolvidos não se referem a educação com descaso, porque reconhecem a importância do conhecimento para a nação. Todavia, no Brasil a educação, lamentavelmente, não recebe a devida relevância, visto que, de acordo com a Fundo Das Nações Unidas para a Infância, 18 milhões de crianças e adolescentes vivem na pobreza e 3,5 milhões abandoram a escola em 2018, jovens brasileiros que muitas vezes tem como prioridade a sobrevivência na carência de subsistência. Logo, é preciso reavaliar a importância que o Brasil da a educação, que é a principal forma de se vencer pobreza.