Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 04/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, o que se observa na atual realidade brasileira é o oposto, uma vez que existe evasão escolar, o que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da necessidade de trabalhar, quanto da falta de ações estatais.
A priori, é importante destacar que o problema advém, em muito, da necessidade que os jovens em vulnerabilidade social têm de trabalhar cedo, para ajudar financeiramente a família. Desse modo, o desenvolvimento social dos jovens ficam comprometidos. Esse caótico panorama, rompe o artigo 227° da Constituição Federal, que afirma ser dever da União, da família e da sociedade assegurar ao jovem, o direito à educação e ao lazer.
Somado a isso tem-se a falta de ações por parte do Estado, que colabora para o desinterresse dos jovens no ambiente escolar, eles sentem-se desmotivados por não verem na escola um meio de ascensão social. Segundo o sociólogo Rousseau, é função do Estado o cumprimento de uma sociedade integrada e harmônica. Nesse sentido, ao não desempenhar funções eficazes o governo contribui para uma sociedade desigual.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater a evasão escolar. Visto isso, urge que o Estado, na figura do Ministério da Economia, por meio de investimentos e financiamentos, crie políticas públicas eficientes que aparem as famílias que estão em vulnerabilidade, a fim de que seus filhos não precisem largar a escola para trabalhar. Outrossim, cabe o Ministério da Educação, intensificar a abordagem sobre a importância do desenvolvimento social nas instituições escolares, e os benefícios que as escolas trazem nas vidas dos jovens, mediante de projetos e palestras, com a finalidade de incentivar os jovens a permanecerem nas escolas. Desta forma, a cidadania caminhará para a “Utopia” de Thomas More.