Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 04/08/2021
Segundo o pensamento de Nelson Mandela, ganhador do prêmio Nobel da Paz e ex-presidente da África do Sul, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Assim, por meio dessa ideia nota-se a importância da educação nas transformações socias. No entanto, no cenário vigente no Brasil, os indíces de evasão escolar ainda se encontram elevados, impedindo o acesso à educação. Nesse sentido, deve-se a nalisar os fatores que corroboram para a permanência do panorama analisado.
A princípio, a crise econômica e a desigualdade social provocam a necessidade dos estudantes de baixa renda ajudarem no sustento da família. Desse modo, para eles se torna difícil conciliar os estudos com o trabalho, que é, geralmente, precário. A exemplo disso, segundo pesquisas de 2019 feitas em domicílios pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente quarenta porcento das pessoas que abandoram a escola tinham como motivo o trabalho. Portanto, esses estudantes tiveram que escolher, devido as péssimas condições financeiras, entre ir à escola e trabalhar.
Além disso, a falta de interesse nos estudos também é um fator que leva os estudantes a desocupação das escolas. Dessa forma, o livro “Modernidade líquida”, do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, traz a comparação da modernidade com um líquido, característico por ser disforme e mutável. Apesar dessa característica mutável da modernidade, a escola continuou a mesma, na qual os alunos estão sempre alinhados, sentados em cadeiras e olhando para o quadro. Então, como o sistema educacional permaceu o mesmo, tornou-se desatualizado.
Diante do exposto, é dever do Ministério da Educação por meio de reformas no sistema educacional, como mudanças no modelo de ensino, que visam engajar os alunos a não se evadirem das escolas, de modo a tornar o ensino atualizado, atrativo e pragmático.