Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/08/2021

De acordo com o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), quase 1,5 milhão de brasileiros abandonaram os estudos durante a pandemia do covid-19, em 2020. Desse modo, é irrefutável que a evasão escolar é uma triste realidade brasileira. Esse cenário antagônico deriva da ineficiência do Estado e da desigualdade social.

Em primeiro lugar, é importante citar a negligência estatal perante a questão da evasão escolar. Nesse contexto, a Constituição de 1988 assegura o direito à educação para todos os cidadãos. Contudo, tal premissa não é verdadeiramente aplicada, visto que o Governo não coloca a educação como uma prioridade no Brasil. Assim, com um ensino deficitário, que muitas vezes não possuí um ambiente com educação de qualidade e seguro, faz com que muitos estudantes deixem as escolas.       Além disso, a desigualdade social no país afeta diretamente muitos alunos. Nesse sentido, a série “Elite” aborda a luta de classes em um colégio de prestígio que é dividido entre ricos e bolsistas. Fora da ficção, é notório que os privilégios econômicos e sociais são fatores limitantes para a educação de muitos. Dessa forma, diversos estudantes desistem dos estudos para trabalharem e sustentarem suas famílias.

Portanto, é preciso intervir sobre o problema. Para isso, o Ministério da Educação deve intensificar as ações que trazem mais alunos para as escolas e disponibilizar  transportes em todas as localidades necessárias para a vinda dos alunos. Ademais, precisa ser feita a fiscalização dos ambientes escolares e familiares, fazendo reformas necessárias para um bom ambiente escolar e disponibilizando materiais para alunos carentes, com o objetivo de combater a evasão das escolas e colocar a educação como prioridade. Dessa maneira, espera-se que o número divulgado pelo UNICEF diminua.