Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 19/08/2021

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Em busca da política”, nenhum país que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para as adversidades que o aflinge. Nessa perspectiva, torna-se passível de discussão a questão da evasão escolar no cenário brasileiro. Logo, o poder público e a coletividade devem se questionar acerca de seu papel no enfrentamento desse problema social.

Decerto, a resistência dos constantes casos de evasão escolar na realidade brasileira acarreta  serias consequências não só para os próprios indivíduos, como também na economia nocianlal, através da falta de mão de obra especializada, consequentemente reduzindo o poder de compra desses indivíduos. A vista disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de meio milhão de jovens entre 15 e 17 anos deixaram de concluir o ensino fundamental em 2014, mostrando o elevado número de crianças que crescem com a falta de sua base escolar. Esses dados mostram o baixo apoio e incentivo do Governo Federal para a redução significativa da evasão escolar no país. Sendo assim, fica evidente a necessidade de garantir o acesso e suporte para nossos alunos.

Ademais, no que diz respeito a Caverna de Platão, o indivíduo acorrentado tende a permanescer na caverna por não conhecer a sua verdadeira realidade e o mundo além das correntes. Análogo a isso, percebe-se as constantes barreiras que dizem respeito a educação que recaem sobre alunos de baixa renda. Por conseguinte, na maioria dos casos a fuga do colégio faz-se devido a falta de um ambiente para estudo dentro de  casa, além da necessidade de ajudar a complementar a renda familiar através do trabalho, tornando esses pequenos estudantes os novos acorrentados do século XXI. Dessa forma, fica claro a necessidade de acabar com a evasão escolar na realidade brasileira.

Assim sendo, torna-se indubitável o apoio de medidas públicas e coletivas para a redução ao extremo da fuga escolar dos cidadãos brasileiros. Posto isso, cabe o investimento do Ministério da Educação na promoção de aulas de reforço para os alunos com dificuldades, com o intuito de incentivar a ida dos estudantes à escola ao verem que estão progredindo em suas notas. É válido ressaltar, o empenho do Estado na promoção de campanhas publicitárias que exponham para os pais de alunos a consequência da evasão escolar para a criança, como a baixa disponibilidade de emprego, além dos baixos salários, a fim de garantir a incentivação da ida das crianças à escola através dos pais, e dessa maneira, mudando aos poucos a nossa realidade nacional.