Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 16/08/2021

A obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica mais marcante seu nacionalismo ufanista, acreditando em um país utópico. Nessa perspectiva, o problema relacionado a evasão escolar torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Portanto, fatores como a desigualdade social e realidades adversas favorecem o agravamento desse impasse no país

Em primeira análise, vale ressaltar que a severa desigualdade na sociedade pode-se favorecer desafios na vida de pessoas que sofrem com essa situação. Dados do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud), estimam que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, evidenciando dados que precisam ser debatidos para o progresso de um país mais justo e igualitário.

Ademais, a diversidade de situações presente na vida de pessoas, seja a necessidade de trabalho, gravides e envolvimentos com crime, perpetuam evasões escolares. Prova disso, dados da “Pnad”, revela 4 milhões de estudantes brasileiros de 6 a 34 anos abandonaram as escolas em 2020, uma taxa de 8,4% de evasão escolar. Desse modo, gerando obstáculos ainda maiores futuramente na sociedade, no qual uma possível exclusão no mercado de trabalho, consequentemente, o aumento de vidas precárias.

Destarte, o problema associado a evasão escolar e a realidade da população brasileira representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como todos cidadãos que, indiretamente, também figuram vítimas de seu legado. Nesse sentido, o Estado deve investir em sistemas apoiadores da educação, por meio de verbas, para que haja uma integração a todos cidadãos. Espera-se, com isso, que o impetuoso aumento de evasão escolar seja catalisado, consequentemente sendo um país mais próximo do igualitário.