Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/07/2017

A educação é um direito social previsto na Constituição Cidadã de 1998,porém,mesmo após a instauração do ensino público,sempre foi evidente que a desigualdade social interfere no método de ensino,uma vez que não são todos que podem concluir seus estudos.A evasão escolar é grave no Brasil,e entre os diversos fatores que reforçam e mantém tal cenário estão a baixa renda e a dificuldade em acompanhar as atividades propostas pelos professores.

De acordo com a Constituição,a educação tem como papel preparar o cidadão para sua inserção na sociedade e no mercado de trabalho.Entretanto,de acordo com pesquisas realizadas pela Fundação Getúlio Vargas,quase 30% dos estudantes que abandonam a escola o fazem para se dedicar ao trabalho, a fim de complementar a renda familiar.Tais jovens,em sua maioria,acabam por ingressar em situações precárias de trabalho,sendo grandes as chances de continuarem nelas no futuro,colaborando assim para a desigualdade social,pois como disse Immanuel Kant,“O ser humano é aquilo que a educação faz dele”.

Além da baixa renda,a dificuldade do aluno em acompanhar o desenvolvimento dos demais e realizar as atividades propostas colabora de forma significativa para a evasão escolar.Diversas pesquisas que envolvem o Ministério da Educação e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento corroboram tal fato.Essa circunstância pode levar o aluno à exclusão social entre os colegas,o que facilita ainda mais a dificuldade do aluno em se identificar com o ambiente escolar.

Por conseguinte,é evidente que a baixa renda e a falta de apoio para lidar com as dificuldades na aprendizagem são pontos nevrálgicos da evasão escolar no Brasil.Para tanto,um trabalho conjunto entre gestão escolar e professores a fim de monitorar as faltas e buscar saber o motivo dos que faltam se vê necessário.Em caso de abandono por fins trabalhistas,vê-se necessário o encaminhamento da família à assistência social para que seja orientada sobre as políticas públicas a que pode ser inserida.Além disso,é necessário o investimento do governo na preparação dos professores e funcionários das escolas,para que saibam lidar com alunos que possuem dificuldades de aprendizagem.