Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/07/2017

O Estatuto da Criança e do adolescente (ECA), assegura a todos os seus protegidos o direito a educação. Entretanto, devido as injustiças sociais e a má administração das instituições de ensino público, muitos menores, abdicam deste benefício.

Muitas escolas públicas brasileiras, por falta de verba, não possuem estrutura física e acadêmica condizente com a demanda. Este problema não é enfrentado pelas instituições privadas, em consequência causa-se um dissonância entre os alunos de ambas as redes, sendo a inserção no mercado de trabalho desigual. Destarte, muitos jovens são encorajados a abandonarem os estudos, por não enxergarem perspectiva de melhoria de vida, através da educação.

Outro fator é a automatização do ensino, levando ao distanciamento entre o aluno e o professor, o que afeta no aprendizado. Em “Escritores da Liberdade”, a professora propõe aos alunos o registro de seus sofrimentos a partir da leitura de um livro, obtendo o interesse da classe e excelentes resultados. A didática adotada pela personagem, que levou em conta o contexto social daqueles adolescentes, deve ser observada, pois quando o ensino é contextualizado a eficácia do conhecimento tende a ser maior, aumentando o interesse daquele que aprende.

Paulo Freire diz que a educação é o único fator que pode mudar uma sociedade. Diante destes fatores, medidas devem ser tomada para diminuir os déficit, como aumentar a porcentagem do PIB destinado a educação básica e média, para que as escolas possam se equipar adequadamente e seu corpo docente venha estar mais preparado, minimizando as diferenças entre as instituições. Concursos, para professores, de esfera municipal e estadual, devem ser realizados, para que as unidades educacionais tenham profissionais mais motivados  e com novas pedagogias, para alcançarem os estudantes, desta forma estaremos adornando o principal elemento de transformação da nação.