Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/09/2021
“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.” O pensamento do filósofo espanhol Sêneca evidencia a importância da educação enquanto peça crucial para a formação dos valores do ser humano. A realidade brasileira, no entanto, vai de encontro com tal concepção, haja vista o cenário dificultoso relacionado à evasão escolar. Dessa forma, convém analisar a gravidez precoce e a crise socioeconômica como fatores que influenciam o revés.
Diante desse cénario, faz-se primordial analisar os impactos negativos da disparidade socioeconomica nessa questão. A Constituição Federal de 1988, no Art. 170, funcionaliza a economia e a dignidade da pessoa humana, impedindo, por princípio, que se precifique a vida de qualquer cidadão. Entretanto, observa-se que substancial parcela da população não testemunha a eficiência dessa garantia na prática, uma vez que muitos adolescentes abandonam as escolas pela dificuldade socioeconômica.
Ademais, tem-se a influência da gravidez precoce para a persistência desse imblóglio. Conforme relatório lançado recetemente pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), registrou-se que a cada mil brasileiras de 15 a 19 anos, 53 tornam-se mães. Desse modo, muitas meninas deixam as escolas para assumir essa responsabilidade, aumentando, assim, os desafios da evasão escolar.
Em suma, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados a evasão escolar. Logo, o Ministério da Educação - órgão encarregado das diretrizes educacionais no Brasil - deve realizar, por meio de palestras e simpósios a importância da educação para a transformação da sociedade com a finalidade de erradicar esse problema. Além disso, o Ministério Público, mediante parcerias com escolas, precisa alertar os jovens sobre o aumento significativo da evasão escolar. Com essas medidas, decerto, o Brasil poderia fazer jus ao pensamento de Sêneca.