Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/08/2021
Segundo a Constituição Brasileira, todos têm o direito à educação. Porém, esta não é a realidade vivida por uma porcentagem de brasileiros. Principalmente quando se trata da população de baixa renda, os índices de evasão estão cada vez mais altos. Tal situação também foi agravada com a pandemia de 2020. Por isso, torna-se necessário avaliar as causas dessa desistência escolar e, com isso, planejar ações que diminuam esse abandono tão prejudicial.
A priori, sabe-se que, quando se trata da população carente, os problemas são agravados. De acordo com o Instituto Unibanco, cerca de 1,3 milhões de jovens não concluíram os estudos, sendo, destes, 52% que não concluíram sequer o Ensino Fundamental. Como consequência, têm-se a criação de um subgrupo com altas probabilidades de inserção precária no mercado de trabalho. Ou seja, estão sujeitos a condições laborais degradantes e ausência de direitos trabalhistas. Logo, este é um cenário extremamente preocupante, já que provavelmente estas pessoas não voltarão a estudar e se especializar.
Em segunda análise, têm-se os efeitos causados pelo COVID-19. Seguramente, a obrigação de distanciamento e a inserção de aulas online prejudicou de forma mais intensa os alunos mais vulneráveis. Isso acontece, porque essas pessoas, muitas vezes, não têm acesso à internet de qualidade ou não possuem aparelhos para assistirem às aulas. E, juntamente com a falta de investimento estatal, muitos viram essas dificuldades como incentivo para parar de estudar. Portanto, aumentando, assim, exageradamente os números de adolescentes sem escolaridade.
Dessa forma, percebe-se a urgência de uma intervenção do governo. Com isso, o Ministério da Educação, órgão responsável pelas escolas, deve aumentar o investimento nas populações carentes. Esse incentivo se dará na forma de bolsas remuneradas de estudo para a população de risco. Com isso, evitará que mais pessoas abandonem os estudos e melhorará a vida de quem precisa.