Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/08/2021

Toda criança e adolescente têm direito à educação, visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Contudo, ao longo dos anos, muitos estudantes vem cometendo evasão escolar, o que contruibui para as dificuldades em se colocar no mercado de trabalho e no aumento da desigualdade social.

De acordo com um estudo do Banco Mundial (Bird), 52% dos jovens entre 15 e 19 anos perdem interesse pelos estudos e correm risco de não conseguirem se inserir no mercado de trabalho; isso pode significar que o Brasil está perdendo a última onda da transição demográfica, ou seja, a última parcela significativa de jovens ingressando na população ativa do país. O Bird também analisa que há uma falta de interesse pelos conteúdos acadêmicos, resultado de um currículo escolar muito mais voltado para a memorização do que para o pensamento crítico e sem correlação direta com o que será exigido no mercado de trabalho.

Algumas vezes em que o estudante é capaz de arranjar um emprego, mesmo tendo cometido evasão escolar, a qualidade dos serviços prestados é niveladapor baixo, tal como a sua remuneração, e isso gera um forte sentimento de desmotivação, o qual acaba por consolidar ainda mais a desigualdade social no Brasil. A escola é uma das principais ferramentas de inclusão e redução das desigualdades sociais, mas se a evasão escolar continuar a se expandir, não se resolverá o problema estrutural da pobreza tão cedo.

É preciso entender o ponto de vista dos alunos na hora de fazer o mapeamento dos estudos, para mentê-los interessados. Também é de extrema importância que a escola traga as famílias de seus estudantes para perto, estimulando a participação dos pais no ambiente escolar. Assim, com o trabalho em conjunto, fica mais fácil evitar que o jovem desista do aprendizado.