Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/08/2021
O economista britânico William Arthur Lewis afirmava que “A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” Averiguando este pensamento e conectando-o à deficiência do Ministério da Educação (MEC), em relação aos alunos menos afortunados, pode-se entender que, em grande parte dos casos, a realidade mencionada por Lewis chega a ser irreal na atualidade brasileira, onde muitos optam pela saída precoce das escolas, ocasionando a evasão escolar.
Dentre as inúmeras circunstâncias que acarretam a evasão escolar, está presente, na sua maioria, a falta de acessibilidade a transportes públicos. Eventualmente, a excessiva ausência do ambiente de ensino na vida do aluno estabelece, em consequência disso, uma relação desafeiçoada entre o estudante e a motivação ao estudo. De tal maneira, prejudica-se a intelectualidade e capacidade cognitiva do indivíduo exposto à essas condições, contribuindo assim, para a intensificação da desigualdade social.
Dados estatísticos divulgados pelo portal informativo “ISTOÉ”, em 2016, apontam que cerca de 52% dos estudantes aproveitaram de maneira errônea seu período estudantil, negligenciando e comprometendo suas profissionalidades. Notoriamente, que é evidente a extrema assimetria de diferentes camadas sociais situadas em um mesmo ambiente.
Por todos os aspectos mencionados, conclui-se que a precariedade da regência do MEC pode ser solucionada com visitas frequentes às residências dos jovens que não frequentam a escola. Assim, o investimento disperdiçado nas falhas tentativas de educação pode ser substituído por aulas remotas direcionadas aos alunos atingidos por tal fenômeno, induzindo-os à prática usual dos estudos.