Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 31/08/2021
O filósofo Pitágoras, em uma de suas ideias, disse que, se educarmos as crianças, não será necessário castigar os homens. Nesse sentido, a evasão escolar na sociedade brasileira dificulta a formação do indivíduo, fazendo com que ele tenha diversos “castigos” durante sua vida intelectual e social. Dessa forma, a falta de interesse do Estado em realizar políticas públicas para manter as crianças na escola e a desigualdade social presente no Brasil são grandes influenciadores na evasão escolar. Assim, faz-se necessária uma mudança nessa problemática.
Diante desse quadro, é notável que a educação e a saúde sejam direitos inatos dos cidadãos brasileiros, como consta na Constituição Brasileira de 1988, nos Artigos 5 e 6. Nessa lógica, evidencia-se que a evasão escolar deveria ser tratada por vieses estatais, visto que prejudica a formação dos indivíduos. Porém, infelizmente, não é o que acontece, dado que, segundo a revista “O Tempo”, mais de 50% dos jovens saem precocemente da escola, pois precisam se sustentar para sobreviver. O que fere, seriamente, os direitos citados anteriormente. Desse modo, o governo deveria investigar e melhorar a situação dessas pessoas. Infere-se, assim, que a negligência estatal é um empecilho para a melhora na fuga escolar na realidade brasileira.
Ademais, existe outro grande obstáculo nesse problema: desigualdade social. Segundo o IBGE (Instituto de Geografia e Estatística), os grupos de maior risco na saída precoce da escola são os de baixa renda, nos quais a média salarial, por pessoa, dos que terminaram o ensino médio é quase o dobro dos que concluíram apenas o ensino fundamental. Nesse viés, é evidente que a dificuldade é extremamente maior àqueles que fazem parte da classe baixa. Isso que faz com que as famílias precisem que o adolescente comece a trabalhar mais cedo do que deveria, não por escolha, mas sim por obrigação. Dessa maneira, ações para facilitar o acesso à escola para pessoas de baixa renda é imprescindível.
Portanto, é dever do governo, junto com o Minstério da Educação (órgão responsável pelas políticas públicas voltadas à educação), intensificar a fiscalização na fuga das crianças e entender os reais motivos pelos quais elas saem da escola. Assim como, também, projetos educativos, com o objetivo de atender a população mais marginalizada. Isso, por meio de políticas públicas e campanhas nas escolas, a fim de mitigar a evasão escolar, para que todos tenham acesso à educação básica. Destarte, a ideia de Pitágoras deixará de ser apenas utopia na sociedade brasileira.