Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 24/07/2017
As pedras do caminho:
No limiar do século do XXI, a evasão escolar permanece sendo um dos maiores problemas do país. Segundo dados do site Agência Brasil, cerca de 24% dos jovens não terminam o ensino médio com até 17 anos. Nesse viés, surge como um dos principais motivos da ausência dos jovens na escola a forte presença de problemas sociais diversos que se interligam e impedem o crescimento intelectual da sociedade brasileira.
Artigo 205 diz que a escola é um direito de todos, mas, o Estado permanece imóvel para fazer com que a lei imposta seja cumprida ao pé da letra. A falta de transporte escolar é hoje um dos principais motivos da ausência de jovens na escola, tendo em vista que mesmo com as alterações governamentais e a distribuição de ônibus escolares em várias cidades do país, algumas localidades não conseguiram ser beneficiadas com meios de locomoção dignos e permanecem usufruindo de transportes considerados inapropriados, por exemplo, caminhonetes, balsas e barcos.
Outrossim, há uma forte culpa direcionada a exploração infantil existente em nosso âmbito. Algumas crianças permanecem trocando as salas de aula por lugares considerados inadequados e consequentemente, assumindo responsabilidades que não cabem ao nível de conhecimento e faixa etária dos mesmos, alguns por acreditarem ingenuamente que trabalhar é melhor que estudar e outros por serem direcionados pelos pais a vivenciar de práticas como essas desde cedo.
Consoante a Nelson Mandela, devemos acreditar que a educação é a maior arma para que haja mudanças no mundo. Tomando como norte a máxima do autor, para combater a evasão escolar e causar mudanças no país, é necessário o apoio da tríade Estado, escola e mídia.
O Estado com o seu caráter socializante deve promover políticas públicas que preguem a importância da escola, enquanto a escola, deve ser perseverante diante dos problemas enfrentados e cobrar sempre dos responsáveis por manter o bem-estar dos estudantes e por fim, a mídia deverá promover campanhas que auxiliem na evasão não das pessoas das escolas e sim, dos problemas sociais que impedem que muitos cheguem até o conhecimento, removendo assim as pedras do caminho.