Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 02/09/2021
Nelson Mandela, símbolo da luta negra e defensor da educação para todos, afirmou em um de seus discursos que “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Seguindo sua lógica, a educação deveria ser algo presente na vida de todos os cidadãos, porém, na realidade brasileira, milhares de jovens não concluem seus estudos, e recorrem a evasão escolar devido a problemas relacionados às condições socioeconômicas de suas famílias e à falta de incentivo ao estudo, sendo então necessárias medidas de intervenção para mudar a citada situação.
Em primeiro lugar, os altos níveis de desigualdade no Brasil, que possui mais de 14 milhões de desempregados, fazem com que certas famílias vivam em condições de extrema pobreza, e, consequentemente, busquem todas as fontes de renda possíveis para amenizar a situação. Isso acaba levando diversos jovens ao trabalho precoce, onde têm cargas horárias que divergem com os horários escolares, e, mediante a falta de melhores opções, acabam decidindo largar a escola.
Ademais, a maioria das escolas do Brasil segue um método de ensino em que no lugar de focar nas dificuldades individuais de cada aluno, focam em um panorama geral, e, muitas vezes, alunos que não desenvolvem bem uma base, por não conseguir sanar suas dúvidas, enfrentam dificuldades e acham melhor desistir do que continuar se sentindo inferiores a seus colegas. Além disso, o que agrava essa situação é a falta de assistência emocional a esses alunos, que não têm ninguém os apoiando, aconselhando ou incentivando ao estudo, e, por conseguinte, optam pelo abandono escolar.
Portanto, como forma de reduzir as taxas de evasão escolar no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, comece a oferecer atendimento psicológico gratuito aos estudantes, para que possam buscar conselhos adequados, e que as escolas ofereçam monitorias nos turnos contrários às aulas, para que eles possam tirar dúvidas remanescentes. Além disso, o Poder Legislativo deve implementar leis que diminuam a carga horária permitida para jovens de forma que os possibilite trabalhar, porém sem interferir na escola, e garantir o seu cumprimento.