Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 24/07/2017

Muitas vezes, o maior responsável por esteriótipos é o meio em quem o indivíduo vive. Sendo assim, é correto afirmar que em um ambiente em que não exista o incentivo familiar para ingressar na escola ou até dificuldades de locomoção à escola pode ser determinante no futuro de diversos jovens.

No Brasil, atualmente, é investido na mudança para a condição do determinismo, por meio de programas como o Bolsa Família e passagem gratuita para estudantes de baixa renda. Essas transformações expandiram o números de crianças nas escolas em comparação com anos anteriores, porém existe uma parcela ainda intocada. Existem crianças que são forçadas pelos pais ou responsável a sair da escola e irem trabalhar em virtude de ajudar nas despesas da família. Crianças nas sinaleiras pedindo dinheiro, crianças que vendem balas nos pontos de ônibus são crianças que não possuíram a oportunidade de exercer seus direitos perante o Estatuto da Criança.

Com uma urgência de dinheiro as famílias esquecem que com o ensino da sala de aula, o adolescente teria oportunidades melhores de empregos, teria um salário mais elevado e, consequentemente, seria mais eficaz em suprir as despesas financeiras do lar. Outras vezes, os pais não completaram o ensino médio ou o ensino fundamental e julgam que não existe a necessidade de ser bem sucedido depois de anos com professores, apenas conceituam a escolaridade como sendo para pessoas de renda acima da média.

Investir em propaganda para convencer as famílias necessitadas de que a presença do filho na escola apenas irá garantir um melhor futuro para todos envolvidos é imprescindível. Aumentar a fiscalização nas escolas para detectar famílias que obrigam os filhos a trabalhar significa proteger e manter as crianças na escolas e zerar as que trabalham no tempo errado.