Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 10/09/2021
O IDH ( Índice de Desenvolvimento Humano) é uma unidade de medida feita pela ONU ( Organização das Nações Unidas) que mede a qualidade de vida de um país, e é avaliado em três dimensões, sendo uma delas a educação, a qual é medida de acordo com a média de anos que adultos com idade superior a 25 anos tiveram acesso à educação. No Brasil, um país considerado subdesenvolvido, a média de acesso a conhecimento é de oito anos, quando em países desenvolvidos a média é de 15 anos. De maneira análoga, o grande índice de evasão escolar brasileira impacta diretamente no cálculo dessa média, e tem como uma de suas causas a necessidade de jovens abandonarem a escola para trabalhar, o que traz consequências futuras para esses mesmos adolescentes. A príncipio sabe-se que a pobreza é uma realidade da maioria da população brasileira e como forma de driblar a problemática, muitas famílias precisam que todos os moradores de suas casas trabalhem a fim de conseguirem dinheiro para sobreviver. Nesse viés, no contexto da Primeira Revolução Industrial, os casais optavam por ter vários filhos para que pudessem trabalhar e gerar maior renda para a familia, sendo tal medida possível devido a grande necessidade de mão de obra por parte das empresas e a falta de leis trabalhistas. Hodiernamente, apesar da existência de leis que têm como condição de trabalho a adolescentes a obrigatoriedade de estar estudando, de maneira corriqueira a regra é quebrada, e muitos jovens abandonam a escola para trabalhar em período integral e ajudar suas famílias a ter maior ou única renda para se alimentar e conseguir ter uma boa qualidade de vida, que na maioria das vezes ainda não é possível. Ademais, uma das consequências da evasão escolar é a dificuldade de o jovem se inserir no mercado de trabalho de maneira formal futuramente, pois a maioria das vagas de emprego exigem no mínimo ensino médio completo, realidade inexistente para alguns. Nesse contexto, uma pesquisa da SEBRAE concluiu que 53% das empresas querem aumentar seu quadro de funcionários mas não conseguem devido a necessidade de mão de obra qualificada, ou seja, que teve um estudo para exercer a profissão, e a maioria dos canditatos não preenchem a esse simples requisito. Por conseguinte, muitos jovens que deixaram a escola e não conseguiram ter acesso ao estudo e nem a qualificações,dificilmente conseguirão bons empregos com salário adequado no futuro, e o ciclo de precisar que os filhos deixem a escola para trabalhar e ajudar a família permanecerá. Portanto, é notório a necessidade de intervenção. Assim, cabe ao Governo Federal aumentar o valor do auxílio Bolsa Família, programa de distribuição de renda a famílias em estado de pobreza, por meio de políticas que condizem com o valor real de gasto necessário para boa qualidade de vida às familias beneficiadas, incluindo valor para lazer e diversão, a fim de diminuir a evasão escolar por pobreza, e assim dar um passo para aumentar o IDH brasileiro e melhores condições de vida para todos.