Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/07/2017
Pequeno pela própria natureza
No filme “Preciosa” é retratada a história de Preciosa, uma adolescente negra, que após ser estuprada por seu pai abandona os estudos. Entretanto, fora das telas, observa-se que a evasão escolar representa um impasse na sociedade brasileira que se perpetua entre os jovens, seja pela negligência governamental, seja pela dificuldade de permanência escolar.
O grande número de jovens desistentes educacionais denuncia a precariedade que essa problemática recebe. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estática) aumentou 14% nós últimos 10 anos o número de alunos que abandonaram as escolas. Um fato que perpetua isso é a dificuldade de frequentar as aulas devido aos problemas enfrentados por esses adolescentes como: gravidez precoce, ocorrência de bullying e o trabalho para o sustento familiar. Nesse âmbito, presumindo a literatura machadiana, que indica a ausência de virtudes se torna inerente ao homem.
Ademais, a falta de um elaborado sistema de ensino eficaz é uma ato retrogrado no meio social. Conforme o documentário “a educação proibida” aborda-se o próprio sistema educacional vem do século passado e continua com os mesmos moldes, mesmo com toda a revolução tecnológica e social que existem no século XXI. Assim, a educação caminha desavantajosamente para a formação de jovens que futuramente estarão poucos preparados para o mercado de trabalho, que procuram profissionais com uma boa formação e um ensino qualificatório. Dessa forma, assim como o Hino Nacional do Brasil, a educação no está “deitado eternamente em berço esplêndido”.
Evasão escolar, portanto, representa um antagonismo de âmbito nacional. Nesse sentido, cabe o Ministério da Educação aliado a ONG´s vincular projetos como “bolsas estudantis” assim como já ocorrem em algumas universidades federais, para complementar a renda de alunos que necessitam de ajuda financeira, além de criarem palestras e debates nas grandes metrópoles e centros educacionais, feitas por profissionais de ética e moral para discutir a questão do combate ao bullying e conscientizar os jovens sobre o uso de preservativo para evitarem gravidez indesejáveis. E, por último, o Ministério de Estado da Educação em consonância com escolas públicas e privadas criarem novos métodos de ensinos como exemplo a Coreia do Sul, cuja tem uns dos melhores ensino do mundo, ensinando os alunos os benefícios da tecnologia para a aprendizagem. Talvez, dessa maneira, o pesamento de Machado possa ser rompido, o Brasil fique em pé e o abandono escolar fique apenas nos filmes.