Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 19/09/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito fundamental para todos. Entretanto, é possível observar que a legislação garante o ensino de qualidade, porém na prática esse direito é corrompido, visto que o número de evasão escolar é crescente na realidade brasileira. Assim, alguns dos fatores motivadores para o aumento gradativo é pela ineficácia nas medidas governamentais e pela desigualdade social.
De fato, é cabível salientar que as medidas do governo não são capaz para resolver o problema. Nesse sentido, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como a violação ao “contrato social” , já que o estado não cumpre sua função de assegurar que os cidadãos desfrutem desse direito à educação. Nesse contexto, a legislação se torna incoerente, dado que a falta de infraestrutura em algumas partes do país, principalmente, no meio rural e nas periferias do centro urbano. Dessa forma, a democratização da educação se torna inviável.
Ademais, é fundamental apontar a desigualdade social como impulsionador da evasão escolar. Nessa perspectiva, é válido fazer uma analogia com a obra Abaporu, de Tarsila de Amaral, artista brasileira que apresenta em seu quadro as deformidades dos membros em a sua cabeça, assim, as formas desiguais retardada na pintura é compatível com a diferença entre as classes sociais. Diante do exposto, a educação se torna um privilégio em vez de direito, visto que muitos são obrigados a sair da escola por falta de oportunidades de ensino e projetos sociais que garantam a permanência no corpo estudantil. Logo, a marginalização das camadas mais pobres é consequência desse impasse.
Portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o MEC em conjunto com os setores de infraestrutura , por intermédio de projetos para a criação de instituições educacionais nos lugares onde o acesso seja precário, dando suporte à população possa usufruir de um ambiente que proporciona ensino de qualidade e com equipamentos adequados, a fim de que os níveis de evasão diminua ou até mesmo deixe de existir. Assim, se consolidará uma sociedade mais democrática, onde o Estado desempenha corretamente seu " contrato social " , tal como afirma John Locke.