Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 22/09/2021

A Constituição Federal de 1988 afirma: o cidadão possui direitos básicos, a exemplo da educação. Entretanto - é visto que a realidade brasileira, a qual possui elevados índices de desigualdade social e pobreza, proporciona a evasão escolar, o que nega o direito Constitucional. Dessa maneira, em razão da negligência estatal e do pensamento familiar, emerge um problema complexo.

A priori, deve-se ressaltar a insuficiência das autoridades, já que a disparidade social - ocasionada por atos governamentais - garante vítimas da evasão escolar, as quais necessitam do trabalho para o sustento de suas famílias e, com isso, a educação é submetida a segundo plano. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar social. Entretanto, há a ausência da assistência estatal para o combate à desigualdade social, o que proporciona a realidade atual. Desse modo, é de suma importância uma atuação eficaz do governo.

Além disso, observa-se a existência do pensamento familiar em demérito da educação como uma realidade brasileira, visto que a família do jovem, muitas vezes, caracteriza a escolarização como algo fútil, por conta da precária qualidade dos ensinamentos. Tal fato permite inferir que um dos motivos da evasão escolar está relacionado com a pressão familiar. Segundo Amartya Sen, os serviços básicos são essenciais para o progresso da sociedade. Sob esse viés, a negação do direito à educação proporciona um retrocesso na população, a qual está submetida a índices cada vez maiores de pobreza e desigualdade.

Infere-se, portanto, que a realidade brasileira garante a evasão escolar como um cenário atual. Sendo assim, cabe ao Estado, detentor máximo do bem-estar social, proporcionar menores índices de precariedade na população, por meio do aumento da renda às famílias vítimas da pobreza, a fim de proporcionar o direito à educação. Ademais, cabe ao governo garantir a melhoria na qualidade dos ensinos, para que a família apoie a escolarização dos jovens.