Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 20/09/2021
A constituição federal, de 1988, prevê a todo cidadão direito à saúde, moradia e educação. No Brasil, entretanto, o último direito citado ainda permanece distante de sua real aplicação, e nota-se cada vez mais a evasão escolar como consequência disso. Tal impasse se mostra em crescente evolução, e o principal fator disso é o descaso governamental para com a educação brasileira, fato que colabora para a desvalorização da mesma.
Inicialmente, é necessário destacar a indiferença do Estado em relação a aplicabilidade da teoria presente na legislação brasileira. Consoante a isso, Gilberto Dimenstein em sua obra “Cidadão de Papel”, analisou documentos constitucionais importantes com o intuito de propor reflexões sobre quais partes são negligenciadas e quais são respeitadas pelos governantes. Após isso, o autor chegou à conclusão de que vivemos em uma sociedade de papel, ou seja, onde se possui o direito, mas não o usufrui.
Diante disso, percebe-se as consequências que tal ato apresentado ocasiona. Rubem Alves, teólogo brasileiro, dizia que a educação pode figurar como asa ou gaiola, e que tudo dependeria da forma como ele é aplicada e valorizada. Isto posto, depreende-se que devido à má gestão governamental da educação presente no Brasil há décadas, tem-se como representação dela uma gaiola que aprisiona seus adeptos, estimulando-os a fugir assim que possível, como acontece em relação a evasão escolar.
Portanto, é preciso uma maior assistência do Governo para que o determinado problema seja solucionado. Assim, o Governo Federal e o Ministério da Educação devem buscar a plena aplicação dos direitos dos cidadãos brasileiros, tornando a escola um ambiente agradável de aprendizado, por meio de investimento em formações mais sólidas dos professores, não só em sua respectiva matéria de ensino, mas também ensinando-os a lidar da melhor maneira com os seus alunos, a fim de que o desejo de sair logo da escola seja amenizado, e se tenha indivíduos com o interesse em aprender mais. Só assim, a educação passará a figurar como asa, servindo como meio de liberdade para os seus adeptos.