Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 23/09/2021
Apesar de algumas pessoas bem sucedidas financeiramente terem conseguido sucesso sem concluírem uma formação, a realidade para a grande maioria da população brasileira em relação às desistências na formação é outra extremamente diferente, especialmente se tratando da formação básica, demonstrando a necessidade de políticas sociais mais razoáveis.
Então, onde que seriam encontradas as origens dessa questão? Segundo o professor Graciliano da Silva Dias (UFFS) é na economia, pois um país subjulgado a outro produz indivíduos direcionados à sujulgação, com a escola cada vez mais ou inacessível, quando direcionada por governos com tendências mais conservadoras que transformam a gerência do direito à escola em uma gerência empresarial, ou supostamente acessível, quando direcionada por governos com tendências no âmbito legal institucional ao progressismo, levando a escola o que o sociólogo Theodor Adorno define como ‘‘pseudoatividade’’, um direcionamento que aparenta ser libertador mas na verdade não é (sofrendo limitações na matriz de como essa libertação ocorreria).
Nesse sentido, a evasão serve como retrato dessa ambientação dos índividuos direcionados a subjulgação a partir da escola, afirmando que o conhecimeno científico e racional serve para poucos daqueles que não estão atrelados a subjulgação da nação (pois estes permeariam em localidades para além da condição dos demais tal qual os sujeitos responsáveis por subjulgar o país), sendo necessário para a educação compreender o fenômeno em sua totalidade, onde: enquanto tivermos um modelo educacional como temos, difícil será nossa superação das condições de superestrutura onde um aluno simplesmente se sente desmotivado para estudar.
Paulo Freire já comentava sobre isso afirmando que a escola também é um ambiente de territoriedade, de lugar, onde o aluno precisa se encontrar para jamais se perder de novo em emaranhados de situações que o tirariam da escola. Situções como as já citadas por especialistas: gravidez na adolescência, doenças e dificuldades fianceiras que a escola pouco trata, fala à respeito ou é direcionada no lado do MEC para uma política mais razoável de assistenciamento, de busca para compreender as raízes dos problema e cortá-lo.
Nesse sentido, o MEC precisa trazer como parte das Diretrizes de Base em consulta pública com a população uma nova política de assistência estudantil na educação básica com apoio dos três poderes e com uma divulgação de nível nacional. Essa nova política deve formentar a totalidade histórica das condições que explicitam o problema da evasão, trazendo para o trabalho social no nosso país o trabalho do acompanhamento mais próximo e só assim solucionando o problema.