Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 25/09/2021

Consoante ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a educação é a melhor ferramenta para modificar o mundo. Nessa conjuntura, no Brasil hodierno, o quadro da evasão escolar aumenta gradativamente, o que coloca em decadência o recurso educacional e, por conseguinte, suas consequências na mudança mundial. Dessa forma, a falta de uma infraestrutura dos transportes no que concerne ao trajeto percorrido associada à desigualdade social são fatores que corroboram para o problema supracitado.

Em primeira instância, é mister afirmar que a escassez de rotas de qualidade dos automóveis é um fator preponderante que desencadeia a evasão escolar. Nesse contexto, diversos alunos moram distante das escolas e, consequentemente, dependem dos ônibus escolares. Não obstante, muitos transportes coletivos não passam por ruas próximos às moradias de vários estudantes, como, por exemplo, nas áreas mais periféricas e, como toda ação gera uma reação, consoante ao astrônomo inglês, Isaac Newton, em sua terceira lei da física, o ato de os automóveis colegiais não passar perto de algumas regiões origina como retorno a dificuldade ou impossibilidade de crianças irem à escola, o que desencadeia a evasão.

Outrossim, é válido ressaltar que a desigualdade existente no meio social é outro catalisador da saída de muitos alunos das escolas. Nessa perspectiva, conforme a poetisa e contista brasileira, Cora Coralina, não há igualdade na sociedade nacional atual. Desse modo, enquanto várias pessoas possuem diversas fontes de riqueza, outros muitos estudantes vivem em extrema condição de pobreza e, por conseguinte, precisam sair dos colégios para trabalhar e auxiliar no sustento da família, não conseguindo conciliar serviço e estudo e tendo que abandonar a área escolar.

Destarte, torna-se fundamental a tomada de medidas para a resolução do imbróglio supramencionado. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado às prefeituras municipais e ao Ministério de Transportes e Infraestrutura, órgão governamental responsável pelo setor de automóveis, organizar, por meio da participação dos motoristas e rearranjo de finanças, organizar novas rotas de passagem dos ônibus escolares, a fim de conseguir com que estes passem próximos às regiões menos centrais e, por consequência, permita que os estudantes das áreas mais periféricas consigam frequentar os colégios. Somente assim, o cenário contemporâneo será modificado e aprimorado.