Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/10/2021

É incontrovertível o índice de alunos que aproveitam o ambiente escolar na contemporaneidade. Tal fato baseia-se, muitas vezes, no modo de vida em que esses estão inseridos, pois, conforme Karl Marx, não é a consciência do indivíduo que lhe determina o ser, mas o oposto, suas ações são resultados do meio social em que ele vive. Nesse sentido, não obstante, deve-se-se analisar os empecilhos quer levam jovens e crianças a abandonarem a escola, uma vez que, alem de prejudicar futuras inserções no mercado laboral satisfatório, também é o fator prévio para o aumento da criminalidade no Brasil.

Na primeira análise, entre as principais circunstâncias que impedem os brasileiros de sua formação, encontra-se a necessidade de auxiliar na renda doméstica, conforme pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 27,1% dos alunos abandonam a escola por ter que se dedicar ao trabalho. Logo, embora esse índice tenha diminuído como criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda é perceptível a presença substancia dessa faixa etária em posto de trabalho precário. Coligado a isso, soma-se a falta de incentivo por parte dos núcleos familiares na formação educacional gratuita, e, por conseqüência, resulta na redução das possibilidades jovens jovens tornarem-se profissionais valorizados.

Outrossim, muitos estudantes tendem a se sentir inferiores nas salas de aulas, seja por condições financeiras, fenótipas, ou dificuldades na aprendizagem. De igual maneiraoga a esses fatores, enquadram-se também agressões físicas e verbais, principalmente contra negros, como causa da evasão escolar. Desse forma, eleva-se o número de taxas criminais, tendo em vista que essa é a “solução” mais fácil encontrada por jovens para garantir sua subsistência.

Em virtude dos fatos identificados, fica explicita a necessidade da adoção de medidas para coibir a problemática vigente, portanto, torna-se imperativo que o poder público, associado como esfera estaduais e municipais, não só fiscalize locais laborais, como também reflita sobre as causas que levaram a densidade infanto-juvenil a largarem as instituições educacionais, e assim disponibilizar subsídios a famílias carentes. Ademais, urge que o Ministério da Educação, amplie o numero de psicólogos para auxiliar nos problemas enfrentados pelos alunos, alem de realizar reuniões quinzenais com os pais, com o fito de diminuir futuros crimes, pois, de acordo com o escritor francês Victor Hugo, quem investe na educação fecha um cárcere.