Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/10/2021
No decorrer do século XVIII com o advento da Primeira Revolução Industrial, para suprir a necessidade de trabalhadores nas fábricas, por conta da grande demanda de mercadoria, as empresas tiveram que aderir ao trabalho infantil. Paralelamente, nos dias atuais, muitos adolescentes e jovens estão se submetendo ao mesmo, uma vez que encontram-se com instabilidades financeira em casa. Dessa forma, vê-se que os jovens acabam saindo prematuramente da escola em razão de questões trabalhistas e da falta de incentivo parental.
Em primeiro lugar, a saída prematura do jovem na escola em razão de questões trabalhistas acarreta uma problemática. No Brasil, a média de jovens que abandonam a escola para começar a trabalhar é de cerca de 52%, com uma faixa etária de 15 a 17 anos. Como na Primeira Revolução Industrial as crianças não tinham acesso ao ensino básico, pois era necessário dar prioridade para o trabalho, assim garantindo o sustendo de casa, os jovens no mundo contemporâneo se encontram na mesma situação. Com essa problemática percebe-se que a inserção do jovem no mercado de trabalho é precária, pelo escasso ensino atribuido ao mesmo. Desse modo, percebe-se que é necessário o Estado se atentar aos jovens que estão frequentando ou não a instituição de ensino.
Além disso, é pertinente ressaltar que muitos pais incentivam seus filhos a trabalhar, porém não a estudar. De acordo com o Artigo 26 dos Direitos Humanos, todos os seres humanos têm direito à educação, contudo isso não é concretizado. Por falta de forma de locomoção ou de tempo, o responsável acaba preferindo deixar a criança em casa, assim garantindo um atraso na aprendizagem no mesmo. Com isso, percebe-se que é necessário uma concientização para o responsável, com o intuito de melhorar o estilo de vida com a educação escolar.
Portanto, é perceptível que a saída prematura em razão de questões trabalhistas e da falta de incentivo parental são problemas que precisam ser solucionados. Para isso, o Estado deve investir em campanhas de divulgação, alertando tanto o jovem adolescente quanto os responsáveis pelo mesmo, sobre a tomada de decisões. E ressaltar que é previsto por Lei que todos tem direito a educação, e logo tomar as medidas necessárias para garantir o direito de todos.