Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/10/2021
“A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.” Uma das frases do filósofo grego, Aristóteles. Demonstra o quanto a educação mesmo sendo difícil tem um papel essencial em nossas vidas. Segundo dados do IBGE, adolescentes de 8 à 18 anos se afastam da escola, baixando o índice de adolescentes formados e que sabem ler e escrever.
Sob uma primeira análise é necessário entender o perfil social dos jovens que evadem das instituições do ensino. Dentre os casos mais comuns, estão a, gravidez precoce antes dos 15 anos, baixa renda familiar levando os adolescentes a ingressarem no mercado de trabalho e abandonarem a escola, dentre outros. Neste mesmo contexto, faz-se necessário a importância do incentivo das escolas a esses jovens para que eles continuem os estudos. Não obstante, a falta de empatia e o despreparo das instituições educacionais, gera a negligência e a falta de atenção para com esse grupo social.
Em segundo Lugar, é válido enfatizar, que a ascensão da evasão escolar é só mais um caminho para o precipício. Com jovens e adolescentes fora da escola o índice de menores presos e praticando a violência sobe simultaneamente. As escolas não possuem somente uma função de lecionar especialidades, mas também de usar os valores e de ajudar na construção do caráter dos alunos, para que se tornem adultos conscientes e sábios.Sendo assim, quanto mais jovens pesquisando longe das salas de aula, maior uma chance de ingressarem em trabalhos informais, ou até mesmo ilegais, devido à formação formação. Pode-se afirmar, então, que o problema não fica restrito somente ao indivíduo que foge da escola e a sua família, mas atinge toda a sociedade.
Dado o exposto é inteligível que para que haja mudanças, em um primeiro plano, o ministério da educação deve incentivar as escolas a darem apoio aos alunos, através de conversas com os familiares e alunos e o apoio psicológico para ambos, com o propósito de evitar a evasão escolar. Dando também flexibilidades de prazos escolares em caso de gravidez e o incentivo à procura de trabalhos de meio período, para que não haja necessidade de saída da escola.