Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/09/2021
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. A frase do filósofo Immanuel Kant realça a importância de uma boa formação na vida do indivíduo, argumentando que sem o conhecimento, a pessoa não se desenvolve. No entanto, na realidade brasileira, pode-se notar um grande quadro de evasão escolar quando o aluno abandona o ensino em decorrência de quaisquer motivos. Esse fato se dá por dois principais fatores: a falta de acessibilidade para os alunos e a situação econômica da família.
Desse modo, convém destacar a pesquisa de 2015 do INEP (Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que destaca que até 7,7% dos alunos do nono ano abandonam o estudo, tendo como principal catalisador a falta de acessibilidade ao transporte. Assim, o jovem não consegue atingir seu potencial kantiano necessário para ascender socialmente, pois apresenta uma ausência de transporte escolar ou responsável que auxilie na locomoção até a instituição de ensino.
Assim, vale destacar, também, a evasão decorrente de situação econômica do corpo discente. Esse quadro ocorre quando o adolescente se vê obrigado a trabalhar para ajudar a família, ou procura maior autonomia financeira imediata. No entanto, com a dificuldade de conciliar o trabalho laboral com o escolar, o estudante acaba optando por continuar apenas com o trabalho, pois não visualiza outras alternativas. Logo, faz-se mister que sejam instaladas medidas para amenizar a situação de evasão escolar no Brasil.
Dessarte, cabem às prefeituras municipais assegurar que os alunos tenham transporte à sua disposição para ir até a escola, ação que deve ser feita por meio da administração de vans e ônibus para a escola. Cabe também ao Ministério da Economia instalar projetos sociais que possam suplementar a renda que a família do estudante necessita, de modo que o aluno não precise abandonar o estudo e possa, então, explorar as oportunidades que a formação o concede.