Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/09/2021

Consonante ao filósofo Rousseau, o Estado é responsável pelo estabelecimento do bem-estar social. Contudo, ele é falho na promoção de políticas públicas que visem à melhoria da evasão escolar no Brasil. Portanto, o referido problema é resultado de uma negligência estatal. Em decorrência disso, os indivíduos afetados enfrentam uma precária inserção no mercado de trabalho. Nesse ínterim, urge a liquidez do imbróglio.

Primeiramente, é importante ressaltar que um dos fatores que levam à evasão escolar é a ineficiência estatal frente ao direito à educação básica para a coletividade. Nesse prisma, os indivíduos que sofrem com a problemática é em grande porcentagem preto ou pobre, o que mostra a imensa desigualdade social que assola o país. Segundo a Constituição Federal de 1988, o cidadão brasileiro tem assegurado o direito à educação. Logo, com tais constatações, evidencia-se que a realidade da população do Brasil está em desacordo com a promulgação.

Outrossim, tal conjuntura, é ainda intensificada pela dificuldade de inserção no mercado de trabalho que os indivíduos não escolarizados enfrentam. Nessa ótica, de acordo com Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polaco, a inexistência de vigor nas relações políticas, sociais e econômicas, é a peculiaridade da ‘‘modernidade líquida’’ vivenciada na contemporaneidade. Diante de tal contexto, caso o imbróglio continue a acontecer, é inevitável que os afetados pela mazela irão sofrer com o desemprego, já que não possuem uma escolarização- fator de grande importante para a empregabilidade, o que mostra a vulnerabilidade do Brasil frente às questões supracitadas.

Depreende-se, portanto, que ações devem ser realizadas para solucionar o infortúnio. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação - orgão responsável por administrar a educação brasileira, realizar ações que visem à inclusão dos indivíduos nas escolas. Isso deve ser feito por intermédio da criação de programas que fiscalizem as instituições escolares para analisar quem não está frequentando o local, para que busquem os indivíduos para alertá-los, com a finalidade de atenuar a evasão escolar. Ademais, faz-se preciso, ainda, que o Conselho Tutelar das cidades dêem palestras em bairros periféricos, alegando a importância da escolarização frente aos empregos e a formação como indivíduo na sociedade, para que as crianças aprendam desde pequenas a importância do ensino educacional. Dessa forma, o pensamento de Bauman será veracidade.