Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 10/11/2021

Paulo freire, grande educador, desenvolveu em suas obras que a educação é o instrumento fundamental para evolução do ser humano, e por conjuntura, desenvolvimento da sociedade, já que ela é uma grande ferramenta de transformação social. Atualmente, na realidade do Brasil, jovens estão cada vez mais relapsos em relação à escola, contribuindo com desistências de concluir o ensino escolar e prejudicando seu crescimento na coletividade. Assim, faz-se necessário que o Estado reconheça os motivos do abandono e realize políticas assistencialistas.

Em uma primeira análise é certo que cada aluno possui particularidades para deixar o âmbito escolar. Entretanto, locais mais vulneráveis do estado obtém problemas, como a dificuldade financeira da família que ocasiona no seu abandono para entrar no mercado de trabalho e a gravidez precoce pela falta de uma educação sexual da menor de idade. Segundo o filósofo Aristóteles, devemos tratar o igual como igual e o desigual como desigual, na medida de suas desigualdades. Por essa ótica, é o Estado que deve buscar compreender o problema social dos indivíduos e promover equidade.

Em uma análise mais aprofundada, é inegável que a evasão escolar perpétua problemas sociais e econômicos, para o indivíduo e o governo. Isso porque, como afirmou Aristóteles, a educação pode ter raízes amargas, mas seus frutos são doces. Assim, é perceptível que o abandono do aluno à escola elimina diversas oportunidades de ter um futuro profissionalmente mais bem remunerado e segrega ele em sociedade, haja vista que suas possibilidades no mercado de trabalho são bem menos vantajosas do que os alunos que terminaram o ensino. Logo, esse cidadão pode ser atraído pela criminalidade por ser jogado involuntariamente as mazelas sociais, pela falta de auxílio governamental. Desse modo, a educação sendo forte ferramenta de inclusão social deve ser adaptável para evitar disparidades futuramente

Torna-se evidente, portanto, que a temática sobre a evasão escolar exige soluções imediatas. Por isso, o Ministério da Educação, como principal responsável pela equidade no ensino público e a manutenção de oportunidades, deve realizar programas assistencialistas para grupos mais vulneráveis ao abandono escolar. Nesse sentido, o órgão deve colocar em prática uma carga horária mais flexível para indivíduos que se submetem ao mercado de trabalho, uma vez que reconhecendo as disparidades de cada estudante, o Estado deve fazer de tudo para descomplicar a vida do cidadão para ele manter seus estudos regulares de acordo com suas possibilidades. Somente assim, será possível conseguir uma educação que inclui e evolui o indivíduo como proposto por Freire.