Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/10/2021
A evasão de crianças e adolescentes ainda em período escolar, infelizmente, continua ocorrendo na sociedade brasileira.
Assim, sabendo que há pessoas que não tem acesso a educação, — deveras importante para a formação de todo e qualquer indivíduo — faz-se relevante pensar nos problemas econômicos e sociais que vitimizam estudantes.
É notório destacar problemas econômicos, afinal, é mister que muitos cidadãos brasileiros atualmente sofrem em situação de pobreza. Segundo uma Síntese de Indicadores Sociais, feita no ano de 2019 e publicada pelo IBGE, cerca de 7,6% de jovens de 15 à 17 anos se evadiram da escola, enquanto 23,1% estão em atraso escolar, visto que a maior consequência destes números se dá pela problemática econômica — baixa renda familiar e necessidade de emprego.
Ademais, cabe ressaltar que problemas raciais também são um grande fator para o abandono escolar.
Esse contexto envolve uma construção social violenta que afeta psicologicamente as vítimas de ataques de cunho racial, o que resulta em 8,4% de estudantes de 15 à 17 anos, negros, abandonando a escola e 26,7% em atraso, segundo dados da mesma Síntese, com o critério condicional de problemas sociais e raciais.
Números esses, que são muito maiores em relação da população branca da mesma idade, que tem uma porcentagem de 6,1% de evasão e 17,4% de atraso escolar.
Sendo assim, é urgente reconhecer que esse fenômeno resultou em uma grande defasagem educacional em estudantes de fase escolar, sendo que a educação deve ser acessível e direito assegurado a todos, independentemente de suas características individuais.
Com o objetivo de alterar o alto índice de abandono educacional, é dever do Ministério da Educação, governo estadual e todo órgão estadual-federativo competente às razões de educação, auxiliar economicamente famílias carentes além de dar estrutura na escola para os estudantes.
Portanto, sendo feitas campanhas de auxílio econômico e psicológico, somente assim, se faz possível uma sociedade mais igualitária com o direito de acesso à educação assegurado. Afinal, crianças e jovens devem se preocupar com aquilo que faz parte da fase da vida em que estão, e não tomar responsabilidades maiores para si, reivindicando de algo extremamente necessário para sua formação: a educação.