Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 07/10/2021

Condição socioeconômica, trabalho, gravidez precoce e a falta de acesso são alguns fatores que interferem no abandono escolar. Lamentavelmente, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), menos de três quartos dos adolescentes que possuem alguma ocupação frequentando as aulas. Essa realidade ocasiona a desqualificação da mão de obra e, consequentemente, o número de aumento de aumento. Logo, surge a indisponibilidade de uma mudança no sistema educacional para combater esse problema nacional.

A Constituição Cidadã de 1988, em seu artigo 206, obrigatoriamente que o ensino qualificado deve ser ministrado com base nos princípios de igualdade de acesso e de projetos de permanência escolar. No entanto, percebe-se que esse direito no Brasil permanece apenas no papel, na medida em que, de acordo com o Ministério da Educação, no nordeste, em relação ao sul, apresenta um maior destaque no índice de evasão escolar isso comprova a não efetivação do princípio de projetos de permanência e justifica o dado do Pnad de adolescentes persistentes nas escolas ser tão baixo.

Somado a isso, a maior parte das escolas brasileiras não dão suporte para a população permanecerá nas escolas, como bolsas de estudos para os cidadãos de baixa renda, para servir de incentivo a continuarem e terminarem os estudos. Nesse sentido, o sistema educacional atual se assemelha com gaiolas e não com asas, consoante o educador e psicanalista Rubem Alves, no livro “A alegria de usar” de 1944. Assim, há uma necessidade urgente de tornar-se como escolas libertadoras.

Diante desses impasses, é necessário que o Congresso Nacional, em parceria com os Ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social, mediante o aumento do percentual de investimentos- possibilitando uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias-, amplie e melhore a infraestrutura e o ensino, por meio de escolas de tempo público integral e privadas, com vistas ao desenvolvimento e capacitação, além da teórica, sendo esportiva, artística e profissionalizantes dos estudantes e, portanto, atenuar a fuga do processo de formação escolar. Desse modo, o Brasil pode se encaminhar para a construção de escolas como asas.