Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/10/2021
A evasão escolar é uma problemática muito pertinente no Brasil atual. As causas para isso são as mais diversas, contudo, vale ressaltar que o grau de desigualdade existente no país acentua fortemente esse desafio. A exemplo disso, um relatório da Unicef publicado durante a pandemia indicou que houve aumento de 1,8% ,em comparação com 2019, na quantidade de alunos saindo das escolas. Dessa forma, infere-se quea desigualdade social implica falta de acesso para os alunos aos meios de ensino. Portanto, sem condições de assistirem às aulas, é oportuno aos pais que coloquem esses jovens para auxiliar na renda em meio a crise causada pela pandemia. Então, é valido destacar que um dos principais motivos da evasão escolar é o trabalho infantil.
A priori, dentro desse viés, é colocado em evidência que isso ocorre, geralmente, quando os pais do aluno não possuem arrecadação suficiente para manter as despesas da casa. Assim, o dinheiro conseguido pelo filho se faz necessário diante da Covid-19. Todavia, a desigualdade que acarreta o desnível educacional principalmente na área pública sempre esteve presente. Como embasamento disso, o sociólogo alemão Max Weber diz sobre isso no seu conceito de Estratificação Social. Para ele, essa estratificação acontece a partir das relações de produção, status social e poderes políticos na conquista de oportunidades. Encaixando-se no contexto brasileiro, dessa maneira, os jovens estudantes com menos recursos não têm acesso à oportunidade de uma boa educação, contribuindo assim para a perpetuação dessa desigualdade gerada pela estratificação.
Ademais, outro fator colocado em evidência foi a não alteração no investimento em educação em meio a Covid. Segundo o portal de notícias G1, o Brasil investiu os mesmos 4% do PIB que gastou em 2018 na área educacional. Entretanto, haja visto que grande parcela dos alunos desfavorecidos não conseguiam ter acesso às aulas, o gasto para levar o ensino até essas pessoas deveria ser maior. Com isso, fica claro o descaso do Ministério da Educação para com os mais pobres, que não fez esforços para garantir o direito constitucional de educação de qualidade oferecida pelo Estado a eles. Deste modo, faz com que a desigualdade e a estratificação sejam reforçadas no ensino brasileiro.
Para solucionar esse problema, cabe ao Ministério da Educação investir em meios de acesso como centros de ensino com tecnologia e profissionais qualificados até nas áreas mais distantes dos centros ubanos. Assim, por meio disso, a educação pública seria mais abrangente e de melhor qualidade. Junto disso, cabe ao Conselho Tutelar o exercício da fiscalização da obrigatoriedade do ensino aos jovens por meio da conferência de presença e contato constante com os pais. Logo, isso implica menor índice de evasão escolar e, por conseguinte, elevação nos índices educacionais brasileiros.