Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/10/2021

No início do século XX, a taxa de brasileiros analfabetos constituía grande parcela da população, já que a mesma era formada majoritariamente por recentes ex-escravos. No entanto, apesar da mudança de século, ainda é visível a quantidade de cidadãos sem o ensino básico e superior. Dessa forma, conclui-se um cenário em que se destaca a realidade do Brasil pautada na evasão escolar. Nesse contexto, haja vista a dificuldade que os jovens alunos, de classes sociais mais baixas, têm de conciliar os estudos com à distância das escolas , e a problemática de entrar no mercado de trabalho sem diploma escolar.

Inicialmente, é notório o obstáculo do estudo para os alunos de baixa renda que moram em locais afastados do centro da cidade. Após a libertação dos escravos , a maior parte deles em conjunto com a baixa sociedade - parte populacional sem apoio governamental-, passou a ocupar as encostas de morros e áreas mais afastadas da cidade. Com isso, formou-se as zonas periféricas onde não há a instalação ou manutenção das redes de ensino. Portanto, muitos estudantes precisam se locomover até outras áreas para estudar, e os mesmos não têm acesso à mobilidade urbana, concluindo uma evasão escolar pautada na falta de acessibilidade ao transporte para tais cidadãos.

Por conseguinte, são visíveis as dificuldades de conseguir um emprego quando se é desprovido de certificado de conclusão escolar. Nesse sentido, visto que, ao iniciar o processo de Revolução Industrial, meados do século XVIII, a mecanização de algumas funções trabalhistas se intensificou, fazendo com que os cargos ainda humanizados dependessem de alta qualificação. Dessa forma, a exigência de uma básica educação se tornou obrigatória no mercado de trabalho. Logo, aqueles cidadãos que não o possuem, estão expostos a altos índices de desemprego.

Portanto, vê-se que a evasão escolar contribui  para o cenário da realidade do Brasil. Sendo assim, é preciso que o MEC- Ministério da Educação e Cultura-, por meio de campanhas publicitárias, efetue palestras e políticas públicas que incentivem a busca dos jovens e dos adultos não escolarizados a buscar instituções de ensino. Com isso, o índice populacional de desempregados por falta de qualificação diminuirá, e mais pessoas terão acesso a novas oportunidades de emprego. Assim, poderemos gozar de um país onde a maior parcelar da sociedade será escolarizada.