Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 11/10/2021

Conforme Betinho, sociólogo brasileiro, a participação é necessária para se alcançar o desenvolvimento social. Contudo, analisando o déficit participativo na realidade escolar, nota-se que essa máxima só é constatada na teoria. Dentre tantos fatores relevantes, podem ser mencionados: a pobreza familiar e o trabalho infantil.

Sob essa ótica, cabe enfatizar que a concentração de renda influencia esse impasse, pois as melhores instituições e os recursos educativos estão concentrados nas áres mais prestigiadas, geralmente nos centros urbanos. Sendo assim, as famílias de baixa renda não tem acesso a esses locais devido a falta de estrutura financeira para encaminharem seus filhos. De acordo com o G1, aproximadamente 15 milhões de pessoas vivem em condições de extrema pobreza. Dito isso, percebe-se que esse impasse é muito presente diante dessa estatística alarmante.

Ademais, vale salientar que o uso da mão-de-obra intanfil é um reflexo desse problema financeiro. Nessa perspectiva, os menores de idade são obrigados a ingressarem no mercado de trabalho para somar na renda domiciliar. Segundo uma pesquisa realizada pelo G1, cerca de 1,8 milhões de crianças estão em situação de trabalho juvenil. Dessa forma, contribuindo para o afastameto desse grupo das escolas e os impedindo de receber a orientação necessária para se distanciar da extrema pobreza.

Portanto, ações são imprescindíveis para diminuir esse cenário evasivo. Cabe, então, ao MEC criar um projeto de insentivo educacional com a distribuição de cestas básicas e ajuda de custo para os alunos comprometidos com a presença nas salas de aula e, em parceria com empresas privadas, insentar esses lares de impostos em contas como de luz e água. Deve, também, disponibilizar ônibus gratuitos para o transporte desses alunos até as instituições bem estruturadas. Assim, oferecendo um serviço de qualidade e justo para a população e, por fim, erradicando esse problema para que a participação seja concretizada.