Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/10/2021
Consoante à Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas) - é direito de todos os indivíduos, sem qualquer distinção, o acesso à educação e bem-estar social. Contudo, o cenário apresentado pela evasão escolar e a realidade impede que isso ocorra na prática, devido, não só ao trabalho infantil, como também a falta de transporte escolar.
Convém ressaltar, a princípio, que o emprego infantil é fator determinante para a persistência do problema. Nessa perspectiva, entende-se que isso deve ao caso de várias famílias obrigarem os filhos a trabalharem, a fim de conseguir uma boa alimentação, questões econômicas etc. Nesse sentido, vários adolescentes acabam por não conseguir frequentar o colégio. Prova disso é segundo um estudo realizado pelo instituto Unibanco, no qual afirma que mais de 1 milhão de jovens entre 15 e 17 anos deixaram a escola sem concluir os estudos, dos quais 48% concluíram somente o ensino fundamental, dado alarmante, visto que tem aumentado paulatinamente. Desse modo, o trabalho infantil auxilia na propagação da problemática.
Outrossim, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de transporte escolar. Nesse sentido, muito jovens por morarem longe do colégio acabam por não frequentar devido à distância, isso acarreta ao aumento da evasão escolar. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação e transporte, o que infelizmente é evidente no país.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelos assuntos relacionados a educação - promover, por meio da destinação de verbas, melhorias no transporte escolar - principalmente em regiões rurais - como também, o supervisionamento e alerta de famílias sobre o trabalho infantil, a fim de que todo jovem possar desfrutar do direito da educação promulgado pela ONU em 1948.