Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/10/2021

A Constituição Federal de 1988 decreta por lei que: a educação é direito de todos, dever do Estado e da família e deve objetivar o desenvolvimento do cidadão. Com essa norma constitucional, revela-se a importância da educação acadêmica para a vivência do indivíduo em sociedade. No entanto, nota-se a irresponsabilidade governamental no que tange à evasão escolar no Brasil. Nesse sentido, percebe-se que a temática espelha um contexto desafiador, seja em razão da desigualdade socioeconômica, seja pela carência de incentivo estatal.

Primariamente, carece destacar que a segregação social e econômica influencia, gradativamente, no aumento da taxa de evasão escolar no país, por conta da falta de acesso dos cidadãos desfavorecidos a boas condições ​​de estudo e transportes escolares. O filme “Escritores da Liberdade”, por exemplo, mostra uma escola que enfrenta diariamente o separatismo e preconceitos raciais, causados pela desigualdade social passada pelos alunos, resultando no abandono dos estudos. Simultaneamente, vê-se que, fora da ficção, essa é uma realidade vivida no Brasil, já que os jovens negros e de baixa renda representam a maior parte do índice de afastamento da escola, de acordo com os dados do MEC.

Ademais, deve-se ressaltar que os estudantes, cada vez mais, sofrem com a falta de estímulo e apoio por parte do Estado, em razão do descaso sofrido pelos jovens quando se trata dos seus estudos, causado pela negligência estatal. Cita-se a música “Another Brick In The Wall”, a qual aborda que: o Governo não objetiva formar alunos pensantes e questionadores, na prática, o objetivo é gerar indivíduos alienados que enfrentam a falta de liberdade. Paralelamente, observa-se que essa canção retrata uma verdade enfrentada no país, visto que os jovens deixam as escolas para se libertarem da censura oferecida pela educação escolar pois, segundo o ECA, parte dos adolescentes abandonam a escola pela falta de interesse em frequentá-la.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação- órgão de ampla abrangência- atente-se aos estudantes, principalmente os de baixa renda, com urgência, por meio do oferecimento de debates prestados por professores, a fim de aproximar os jovens dos benefícios de se frequentar a escola e incentivar o interesse pelos estudos. Associadamente, o Estado deve utilizar-se da mídia- principal meio de propagação de informações- para influenciar os alunos, de imediato, sobre seus direitos quanto ao acesso a educação de qualidade, por meio de anúncios diários, com a finalidade de formar cidadãos informados. Por fim, tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.