Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/10/2021
A valorização do ensino conteúdista e regular se iniciou com a vinda da corte portuguesa ao Brasil, na qual a proliferação de diversas instituições técnicas, tal como a primeira Faculdade de Medicina da Bahia, em 1808, foram essenciais para a evolução brasileira no que tange ao ensino. No contexto hodierno, a precarização da educação vem crescendo desenfreadamente, o que corrobora, de certa forma, para o aumento da evação escolar. Dessa forma, entende-se que a inércia governamental, bem como a desigualdade social, apresentam-se como entraves para a resolução da problemática.
Em primeira análise, a falta de políticas públicas é a causa principal da pertinência do imbróglio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, é perceptível o descaso dos governantes brasileiros com o ensino público, uma vez que não há uma adequada estrutura física na maioria das escolas, tais como quadras poliesportivas, laboratórios práticos e salas com boa luminosidade, diante disso, a evasão escolar tende a aumentar indubitavelmente. Um estudo proposto pelo site de notícias “Agência Brasil”, ressalta que, infelizmente, cerca de 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos deixaram a escola em 2017 e, com isso, comprova-se os efeitos da defasada política brasileira. Em contrapartida, o canal de Youtube “Equaciona com Paulo Ferreira” exerce função incoincidente com a do atual governo, no qual democratiza o acesso ao ensino de forma rápida e gratuita e, consequentemente, fomenta a disseminação do conhecimento.
Ademais, a desigualdade social é um dos agravantes da temática. Segundo o escritor, ativista e filósofo brasileiro Eduardo Marinho, não há competição onde há desigualdade de condições. Há covardia. Nesse contexto, é notório que a probreza é um fator inquestionável no que tange a evasão escolar, pois, de certa forma, a população com menor poder aquisitivo necessita, muitas vezes, trabalhar quando criança ou adolescente como forma de subsistência. Desse modo, essas pessoas desprovidas do conhecimento técnico e teórico são marginalizados pela sociedade em diversos setores, como por exemplo, a má remuneração nas fábricas de manufatura. Dessarte, comprova-se a premência de atividades para atenuar o problema.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Educação, o desenvolvimento de alternativas inclusivas no cenário escolar, tais como a aprimoração das instituições públicas de ensino e o incentivo ao grupo social mais fragilizado a permanecer nas escolas, por meio de um grande investimento do governo, com o fito de erradicar a evasão escolar no Brasil. Diante disso, é de se esperar um futuro harmônico e utópico.