Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 18/10/2021
A Constituição Federal de 1988 assegura o direito a educação a toda a população, além de afirmar que é dever do Estado promovê-la em conjunto com a corroboração da sociedade. Infelizmente, o contexto atual mostra uma realidade antagônica, já que a evasão escolar apenas dilata. Isso acontece devido à falta de priorização do ensino e, também, à falta de investimento suficiente nesse setor.
Nesse contexto, é importante frisar que a educação nunca foi vista como prioridade no Brasil. Serodiamente, apenas no século XX, no governo de Getúlio Vargas, o ensino primário foi considerado obrigatório. Esse fato histórico apenas comprova como a educação dá passos pachorrentos no Brasil. Destarte, o corpo social fica enerciado, já que, segundo o educador e filósofo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Logo, é claro que a evasão escolar impacta negativamente o progresso da coletividade brasileira.
Além disso, a omissão estatal apenas majora a situação. Em todo o país, estudantes abandonam a escola por motivos como: morar longe da escola, gravidez precoce, por precisar ajudar na renda familiar ou pela falta de transporte. Assim, através da falta de políticas públicas específicas para essa conjuntura, o Estado se torna uma “Instituição Zumbi”, que, de acordo com o sociólogo Zigmund Bauman, é aquela que ainda existe, mas não exerce sua função social de forma satisfatória.
Portanto, medidas são necessárias para linimentar o quadro atual. Desse jeito, para que a evasão escolar não faça mais parte da realidade brasileira, urge que o Estado — principal garantidor dos direitos individuais e coletivos — invista, por meio de recursos financeiros, na educação, a fim de aumentar a quantidade de escolas em todo o país. Além disso, o governo deve implementar o transporte escolar gratuito para todas as crianças da rede pública de ensino fundamental e médio.